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A DANÇA E A HUMANIDADE

A dança é uma expressão artística que usa o corpo como instrumento. Assim como o pintor utiliza os pincéis e a tela para criar seus quadros, o bailarino se serve do corpo. Como arte, a dança passou por muitas evoluções ao longo da história. Presente em todos os povos e culturas, pode ser representada em grupo, em duplas ou solo. Através da dança é possível expressar alegria, tristeza, amor e todos os sentimentos humanos.


Considerada uma das expressões artísticas mais antigas, a arte da dança contém uma vasta história em conjunto com a evolução de outras expressões artísticas como artes visuais, música e teatro.


Para entender melhor a história da dança, que é considerada a 2ª arte, traçamos uma linha do tempo que vai da Dança Primitiva até à Dança Contemporânea!



DANÇA PRIMITIVA



A dança teve sua origem na história primitiva. Através do movimento do corpo, da batida do coração e do caminhar, os seres humanos criaram a dança como forma de expressão. Muitos estudiosos afirmam que a dança nasceu ligada às práticas místicas do homem.


Com o passar do tempo e com o desenvolvimento da civilização, ocorreu a separação entre o rito e a dança. O homem optava pela dança por diversas razões: dançava pela vida e sua sobrevivência em um ambiente hostil; dançava para a natureza à procura de alimento; dançava para a água e outros fenômenos da natureza, à procura de proteção e também como forma de agradecimento.


O ato de dançar estava interligado a práticas instintivas. Vários acontecimentos cotidianos ficaram registrados nas paredes das cavernas sob a forma de desenhos rupestres. Por meio de pinturas encontradas em cavernas na Europa, África e Ásia, é possível comprovar o registro dos primeiros homens que praticavam essa arte.


Ao que tudo indica, o homem primitivo pintava nas paredes das grutas e cavernas cenas de caça de rituais que representavam a caçada. Através da representação pictórica, acreditavam ser possível alcançar determinados objetivos, como por exemplo, abater um grande animal.



DANÇAS MILENARES


A Dança Milenar indiana é um bom exemplo de dança ritualística. Foi aproximadamente em 4.000 a.C. que a técnica da dança começou a se destacar, recebendo características sagradas, ritualísticas, repletas de gestos místicos.


Através das danças religiosas, foram incorporados movimentos como o espacate, as danças em casal e torneios performáticos. Graças à simetria dos dançarinos e sequências coreográficas, a dança passou a ganhar harmonia e graciosidade.



Para os povos da antiguidade, a dança tinha diversas funções, entre elas:


• Comunicação e socialização;

• Culto aos Deuses a partir de rituais religiosos;

• Cura de enfermos, através das “danças macabras”;

• Expressão de sentimentos ao sexo oposto ou à família.


Dançar era acima de tudo, um meio de distinguir a condição social, sexo, idade e país de origem de dançarinos antigos.


No antigo Egito, a dança tinha característica ritualística e sagrada. Realizavam-se as chamadas Danças Astro-teológicas, em homenagem a Osíris e outros deuses. A dança era representada principalmente em datas comemorativas, casamentos e funerais.


Embora a prática da dança fosse importante no Egito Antigo, foi na Grécia que esta arte ganhou relevância. A dança era utilizada em rituais religiosos em que os gregos acreditavam em seu poder mágico e sobrenatural, cultuando seus diversos Deuses.


Além disso, o ato de dançar contribuía para as performances durante as lutas e jogos olímpicos. As danças eram feitas em grupo e preparavam fisicamente os guerreiros na conquista do “corpo perfeito”. Na Grécia Antiga, a dança era muito difundida e tinha um importante papel no teatro, sendo manifestada através do coro.


Em Roma, a dança não teve evoluções significativas, entrando num período de decadência.


Durante a Idade Média, a dança, assim como várias outras expressões artísticas atravessou um retrocesso. É particularmente difícil conhecer a história da dança na Idade Média. Durante esse período, apenas a elite (nobres ou clérigos) tinham o domínio da leitura e da escrita. Há, portanto, poucos registros sobre a dança medieval, já que ela era, sobretudo, praticada pelo povo.


Algo que se sabe é que, por utilizar o corpo como forma de expressão, a prática da dança foi considerada profana, sendo abandonada por muitos. No entanto, os camponeses continuaram a praticá-la moderadamente.


Os povos europeus inventaram estilos de danças divertidas, praticadas em grupos e em torno de um cantor. A dança e a música eram duas atividades inseparáveis. As pessoas interpretavam através do corpo a música reproduzida pelo cantor.



Entres as principais danças medievais estão:


Estampie: era apreciada pela corte francesa, uma espécie de sapateado acompanhado por música instrumental;


Saltarello: popular entre as cortes medievais e renascentistas italianas. Leve e alegre, era uma “dança saltitante”.


Carola: modalidade de maior registro de dança na Idade Média, desde os séculos XII e XIII. Praticada por um grupo de dançarinos de mãos dadas e em círculos.


Branle: uma dança de camponeses onde os dançarinos seguiam o líder.


Tarantela: popular entre os séculos XIV e XV na região da Campania, Itália - daí a origem de seu nome que deriva de Taranto, cidade no sul da Itália. Consiste na troca rápida de casais, e o ritmo aumenta progressivamente.



DANÇA CLÁSSICA


Apenas no século XV, com o Renascimento, a dança ressurge. Sendo muito apreciada pela nobreza, torna-se mais complexa e assume um aspecto social, passando a receber estudos específicos realizados por pessoas e grupos organizados. É nessa fase que a dança passa a ser conhecida como Ballet.


Até esse período a dança era realizada de forma improvisada e descompromissada. É durante o Renascimento que a dança salta de uma atividade lúdica, de divertimento, para uma forma mais disciplinada de movimento, surgindo repertórios de movimentos estilizados.



O emprego do termo Ballet, na época Balleto, significava um conjunto de ritmos e passos. A moda do Balleto na Itália espalha-se também pela França, durante o século XVI. O século seguinte, o XVII, é considerado o grande século do Ballet. Saindo dos salões e cabarés e passando para os palcos dos grandes teatros. Foi através desse movimento que os primeiros espetáculos de dança surgiram.


A partir do século XVIII, o drama-balé-pantomina é executado nos palcos de teatros por verdadeiros profissionais de ambos os sexos. A dança, como forma artística, atinge todo o seu esplendor, com exuberantes e belos cenários e figurinos. O Ballet passa a contar uma narrativa com começo, meio e fim.


O termo “Romantismo” foi absorvido pelo Ballet. Até aquele momento, o estilo discursava artisticamente em histórias sobre fadas, bruxas e feiticeiras. Foi durante esse período que, a dança voltou a resgatar a harmonia entre o homem e o mundo. Os bailarinos passaram a usar sapatilhas, completando a revolução do Ballet como o conhecemos hoje.



Na segunda metade do século XIX, uma mulher revolucionou a arte da dança. Isadora Duncan deixou sua marca, trazendo para a dança um aspecto mais livre e autêntico, intimamente ligado à vida real.



DANÇA MODERNA


Em essência, a Dança Moderna é uma negação da formalidade do Ballet. O trabalho dos bailarinos é mais livre, porém, os mesmos não rompem completamente com a estrutura do Ballet Clássico.


Essa liberdade de movimento e o uso da improvisação possibilitou uma melhor exploração dos movimentos corporais. Surgiram amplos estudo das possibilidades motoras do corpo humano, e os solos de improvisação tornaram-se bastante frequentes.


Martha Graham e Nijinsky são os grandes nomes que revolucionaram a dança nesse período.


Nascido em Kiev, o bailarino e coreógrafo Vaslav Nijinsky ficou conhecido por sua exímia técnica e virtuosismo com o qual encarnava as personagens. Muitos diziam que Nijinsky conseguia desafiar a gravidade, sendo considerado o melhor bailarino de sua geração e um dos melhores do mundo.


A coreógrafa e bailarina americana Martha Graham desenvolveu um estilo próprio de dançar. Na década de 50, Martha criou um novo modo de dançar independente da música, focando-se, sobretudo nos sentimentos que qualquer som ou nota musical pode provocar. Isso abriu infinitas possibilidades de dança. Conhecido como “Técnica Graham”, esse estilo reconfigurou a dança americana e até hoje é ensinado nas escolas de dança.



DANÇA CONTEMPORÂNEA


Esse estilo de dança é complexo e difícil de ser definido. Pode-se dizer que uma das suas principais características é não ser previsível. Com caráter inovador, a Dança Contemporânea deixa de ter uma estrutura clara. Ela se preocupa mais com a transmissão de conceitos, ideias e sentimentos do que puramente com a estética.


Surgida na década de 1960, é considerada uma forma de protesto e rompimento com a cultura clássica. Após um período de intensas experimentações, que às vezes beiravam a total desconstrução da arte, foi na década de 1980 que a Dança Contemporânea encontrou sua personalidade e se redefiniu, desenvolvendo uma linguagem própria.


É interessante notar que seus movimentos rompem com os movimentos clássicos e da Dança Moderna, e ao mesmo tempo em que modificam o espaço, usam toda a mise-en-scène como local de referência e não apenas o palco.



A Dança Contemporânea é uma explosão de movimentos e criações. O bailarino, através de seu corpo, desenha no espaço conforme surgem e ressurgem ideias, sentimentos e emoções. O corpo é livre para representar e dotado de maior autonomia, quando comparado aos outros estilos de dança.


Os temas abordados são um reflexo da sociedade e da cultura vivenciados. É nesse tipo de dança que percebemos a circulação de energias, ora explosiva, ora contida.


É possível observar nesse estilo, a combinação de diversas técnicas como: a respiração, a alternância da tensão e do relaxamento em Marta Graham; o desequilíbrio e o jogo do corpo com a gravidade em D. Humphrey; o trabalho do diálogo da pele e do espaço retomado às origens do movimento em E. Decroux; entre outros. É essa diversidade de movimentos e possibilidades que torna a Dança Contemporânea tão extraordinária.


Depois de ler sobre a magnífica história da dança, dá até vontade de aprender a dançar algum estilo, não é mesmo?


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