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JOHANN SEBASTIAN BACH: O "PAI DA MÚSICA"

Considerado um dos mais importantes nomes da história da música, integrante da tríade dos maiores músicos eruditos ao lado de Beethoven e Mozart, Johann Sebastian Bach foi um aclamado compositor e organista alemão.



Bach nasceu em Eisenach, Alemanha, no dia 21 de março de 1685.


De uma família de longa tradição musical, desde cedo mostrou possuir talento e logo se tornou um músico completo. O pai, professor de violino e viola, ensinou-lhe os respectivos instrumentos, além da teoria musical.


Luterano de formação, aos 10 anos de idade já era órfão de pai e mãe. Sem outra alternativa, foi morar com o irmão mais velho, Johann Christoph, organista da Igreja de São Miguel, em Ohrdruf, com quem aprendeu a tocar cravo e órgão, tendo contato com vários compositores da época.


Estudante incansável adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de seu tempo.


Em 17 de outubro de 1707, Bach casou-se com a sua prima Maria Barbara. O casamento durou 13 anos, até o falecimento da esposa.


Juntos, Bach e Barbara tiveram sete filhos. Três morreram ainda bebês. Dos outros quatro filhos, apenas dois se tornaram músicos profissionais como o pai: Wilhelm Friedemann Bach e Carl Philipp Emanuel Bach.


Em 1720, Maria Barbara faleceu e, no ano seguinte, Bach casou-se com a soprano Anna Magdalena Wilcken, com então vinte anos de idade. A moça era dezesseis anos mais jovem que o músico. O segundo casamento de Bach ocorreu no dia 3 de dezembro de 1721, em Köthen.


O casal permaneceu junto por 28 anos, até o falecimento de Bach. Tiveram 13 filhos, sendo que sete morreram ainda jovens.


Desse casamento, por coincidência, também dois filhos tornaram-se músicos profissionais: Johann Christoph Friedrich Bach e Johann Christian Bach.


Um evento marcante na trajetória do compositor ocorreu em 1728, na Sexta Feira Santa, quando apresentou pela primeira vez a “Paixão Segundo São Mateus”, recebendo do público uma reação hostil.


A personalidade difícil de Bach levou-o a sucessivos atritos com as autoridades eclesiásticas, com os músicos da igreja e mesmo com os fiéis, por variações e dissonâncias que introduzia em suas músicas.


Eram mudanças no andamento e na duração dos prelúdios de cantatas, ora lentos e demorados, ora rapidíssimos e curtos, os quais desconcentravam os cantores e a congregação. Além disso, criticavam a sua aspereza no trato com os integrantes do coro.


Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas suas funções mais destacadas foram as de Cantor da igreja de São Tomás e diretor musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira.


A partir de 1740, Bach se afasta aos poucos da Escola. Em 1747, com 62 anos, se sentia pesado e andava lentamente.


Em uma viagem a Potsdam, foi conduzido pelo rei Frederico II ao salão onde se realizava um concerto e foi respeitosamente acolhido pelos nobres. Foi levado para ver um instrumento inventado pelo italiano Bartolomeo Cristofori.


Bach sentou-se diante do piano e dedilhou o teclado. Em seguida, tomou lugar diante de um velho cravo e improvisou sobre os temas sugeridos pelo rei. Ao terminar, sentiu pela primeira vez o calor dos aplausos. Jamais soubera o significado do triunfo.


De volta a Leipzig, desenvolveu a obra “Oferenda Musical” e enviou a Frederico II. No fim da vida, a revisão dos dezoito “Prelúdios de Coral para Órgão” lhe pesou como um grande sacrifício.


A sua última obra “A Arte da Fuga”, foi produzida quando a sua visão já estava debilitada. Aos 65 anos, Bach estava cego.


Johann Sebastian Bach faleceu em Leipzig, Alemanha, no dia 28 de julho de 1750.


A maior parte de sua música caiu no esquecimento após sua morte, mas sua recuperação iniciou no século XIX, através do compositor Felix Mendelssohn. Desde então, seu prestígio não cessou de crescer.


Bach é tido como o maior nome da música barroca, considerado um dos maiores compositores de todos os tempos, ganhando também o título de “Pai da Música”. Foi elogiado e estudado por grandes compositores como Mozart e Beethoven, deixando muitas obras que constituem a consumação de seu gênero.


Entre suas peças mais conhecidas e importantes estão:


- Concertos de Brandenburgo (1718 a 1721)

- Jesus Alegria dos Homens (1708)

- Cravo Bem Temperado (1722)

- Sonatas e Partituras para violino solo (1720)

- Missa em Si Menor (1724)

- Tocata e Fuga em Ré Menor (1703 a 1707)

- Paixão Segundo São Mateus (1728)

- Jesus nomeia os doze ( 1722)

- A Paixão segundo São João ( 1722)

- Oferenda Musical (1747)

- Arte da Fuga (1742)

- Coração e Boca, Ação e Vida (1708)


Uma das célebres frases de Bach é: “O objetivo e finalidade maior de toda música não deveria ser nenhum outro além da glória de Deus e a renovação da alma.”


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