• Diego Vivan

TEATRO: A ARTE QUE IMITA A VIDA

Desde os primórdios da humanidade, o teatro é o retrato da vida humana e o reflexo cultural de um povo. Conheça um pouco mais dessa arte antiga e inspiradora, que vai muito além do entretenimento!



A ORIGEM DO TEATRO


É consenso: a história do teatro ocidental começou na Grécia Antiga, no séc. IV a.C., nos festivais anuais em consagração a Dionísio, o deus do vinho, da fertilidade e diversão. Durante as colheitas de uvas, os gregos festejavam com música, dança e, é claro, a representação.


No entanto, existem registros de que, mesmo de forma rudimentar, essa arte já estava presente no período pré-histórico.


Segundo antropólogos, assim como a dança, a música e o desenho, a linguagem teatral também surgiu como um modo de expressão do homem primitivo, que encenava para contar suas experiências, demonstrar seus sentimentos e representar suas necessidades através da imitação.


Com o passar do tempo, essa manifestação artística foi evoluindo em organização e elaboração, chegando ao que hoje conhecemos como o teatro: com enredo, atores, plateia, encenações, etc.



O primeiro homem a realizar uma encenação foi Téspis, considerado o primeiro ator e produtor teatral do Ocidente. Em 534 a.C., ele utilizou uma máscara, interpretando o deus Dionísio. Essa atitude espantou muitos espectadores, pois, até então, ninguém havia tido a coragem de interpretar um símbolo divino.


A palavra “teatro”, do grego “théatron”, significa “lugar de onde se vê”. O termo designa simultaneamente o conjunto de peças dramáticas para apresentação em público e o edifício onde são apresentadas essas peças.


Através dessa forma de arte, um ou vários atores exibem uma determinada história ou uma atividade do cotidiano, despertando na plateia sentimentos variados. Existem diversos gêneros teatrais, destacando-se a comédia, a tragédia, o drama, a ópera, e o musical.



A Tragédia Grega retratava temas ligados à justiça, às leis e o destino. As histórias quase sempre terminavam com a morte do herói. Entre os autores mais famosos desse gênero estão: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.


A Comédia Grega buscava despertar o riso dos espectadores. Representava de maneira cômica o cotidiano da vida em formato de sátiras. Aristófanes foi um grande autor desse gênero.


Os romanos importaram o teatro da cultura grega, porém, atribuindo outra conotação às representações. O Teatro Romano era marcado por espetáculos violentos, baseados em lutas reais entre romanos e cristãos, que eram sacrificados em público.



A partir do século XVII, com as revoluções presentes na Europa e a ascensão da burguesia, o teatro foi diretamente influenciado. A tragédia foi substituída pelo drama, enquanto a comédia ganhou maior destaque. O teatro se torna muito mais individual, perdendo a sua essência social.



No Romantismo, o teatro se volta para o ser humano, com temáticas emocionais. É nesse período que surge o Melodrama.


Já no século XX surge o Teatro Realista, se tornando um instrumento de discussão e crítica da sociedade. Os temas tratados tinham como foco elucidar a realidade social. Questões políticas eram trabalhadas, assim como criticas aos aspectos da sociedade burguesa da época.




O TEATRO NO BRASIL


O teatro no Brasil teve origem no século XVI, com a chegada dos padres Jesuítas, durante a colonização portuguesa. Responsáveis por trazer a literatura e o teatro, os jesuítas utilizaram a cultura como principal instrumento pedagógico para a educação religiosa.


Eles notaram que a utilização da representação teatral, somada à cultura indígena, servia como instrumento de civilização, principalmente para a catequese dos índios, visto que o fascínio por imagens representativas era muito mais eficaz do que a leitura de passagens bíblicas.


Conhecido como “Teatro de Catequese”, teve como precursores: Fernão Cardim, Padre Manuel da Nóbrega e Padre José de Anchieta.



Até 1584 as peças eram escritas em espanhol, português e tupi, com objetivo religioso, didático e moral, e tinham como personagens as figuras de santos, imperadores e demônios.


O Romantismo foi o grande responsável por impulsionar o Teatro Brasileiro no século XIX, através das obras de grandes escritores como Martins Pena (1815- 1848), Joaquim Manoel de Macedo (1820-1882), José de Alencar (1829-1877), Machado de Assis (1839-1908) e Artur de Azevedo (1855-1908).


Com o surgimento do Cinema há mais de cem anos, muitos previram o fim do teatro. Imaginava-se que o cinema o substituiria, porém isso não aconteceu. O teatro permanece tão popular como no seu início, sendo uma arte aclamada por diversos públicos.




Assim como em sua origem, ao longo da evolução humana, o teatro se tornou uma forma de espelho das experiências sociais e do modo de pensar do homem. É considerada uma arte extremamente rica, devido à sua história, suas vertentes e por seu caráter social.


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